terça-feira, 17 de abril de 2012

Redes


Arquitetura de Redes

» Uma Arquitetura de Rede é um modelo abstrato que permite descrever a organização e o comportamento dos sistemas que constituem a rede
– um modelo arquitetónico baseia-se num conjunto de princípios gerais e define regras de comportamento
– o carácter abstrato permite descrever de forma clara e concisa conceitos e relações essenciais entre os componentes da rede

» O modelo deve ser essencialmente funcional e permitir
– identificar as funções necessárias à comunicação
– organizar as funções em componentes (decompor / agrupar funções de acordo com diferenças / semelhanças ou por se basearem em mecanismos comuns)
– relacionar (estruturar) os componentes funcionais
– definir regras de comportamento e relações entre os sistemas e os seus componentes para efeitos de comunicação e cooperação
» A partir dum modelo geral e universal é possível especificar e desenvolver soluções particulares e concretas baseadas no modelo




Necessidade e objetivos

» As funções a realizar numa rede têm um elevado grau de complexidade devido a vários fatores

– grande diversidade de funções a realizar
  • as funções são de natureza e complexidade muito diferentes (do nível físico ao nível de aplicação) e podem ser realizadas de formas muito diversas, dependendo dos sistemas, das tecnologias e dos serviços disponíveis em cada momento
– grande diversidade de aplicações a suportar, com caraterísticas (tipo e volume de informação, padrões de tráfego) e requisitos (desempenho) muito diferentes
  • para garantir flexibilidade e adaptabilidade a um ambiente em permanente evolução, uma rede não pode (ou não deve) ser projetada e otimizada tendo em conta serviços ou aplicações particulares
– evolução tecnológica
  • novas soluções tecnológicas devem poder ser exploradas para evitar obsolescência, melhorar o desempenho e / ou reduzir custos e devem poder ser incorporadas sem necessidade de introduzir alterações radicais (e com custos elevados) nos sistemas
– ambiente de comunicação
  • caraterizado por sistemas heterogéneos e dispersos, que geram tráfego assíncrono (bursty), e que são ligados por sistemas de transmissão não totalmente fiáveis




Arquitetura em Camadas

» Uma arquitetura de rede não poder ser baseada num modelo monolítico, por várias razões

– dificuldade de conceção e de desenvolvimento
– dificuldade de manutenção e de alteração (evolução tecnológica)
– inflexibilidade (dificuldade de aplicar a situações diferentes ou a novas situações)

» A solução consiste em decompor o problema global e complexo num conjunto de problemas mais simples e tratáveis (modularidade), permitindo assim uma abordagem sistemática, com elevado grau de flexibilidade e adaptabilidade

» Os modelos arquitetónicos que têm sido adoptados em redes baseiam-se na organização das funções em módulos e na sua estruturação hierárquica, de que resultam Arquiteturas em Camadas (Layered Architectures)




Arquitetura em Camadas – Princípios

Arquiteturas em Camadas baseiam-se em três princípios

» Independência entre camadas – uma camada encapsula as funções que realiza, não sendo visível do exterior da camada a forma como essas funções são realizadas (mas apenas o serviço que oferece)

» Camadas adjacentes comunicam através duma interface – a camada inferior oferece um serviço à camada superior através da interface

» Valorização dos serviços – o serviço oferecido por uma camada à camada superior acrescenta valor ao serviço recebido da camada inferior




Arquitetura em Camadas – Vantagens

» Redução da complexidade de concepção, desenvolvimento e manutenção

» Possibilidade de desenvolvimentos independentes das várias camadas, o que pressupõe a definição das interfaces entre camadas (e os serviços associados)

» Flexibilidade de implementação, visto ser possível escolher as tecnologias e os algoritmos de controlo mais adequados a cada função ou grupo de funções

» Possibilidade de introduzir alterações numa camada, para explorar novas tecnologias entretanto disponíveis ou algoritmos de controlo mais eficientes

» Possibilidade de suportar diferentes aplicações com base num número reduzido de interfaces (serviços) comuns

» Conceção e análise de sistemas complexos com diferentes graus de abstracção

» Adoção de standards, o que permite a produção em massa (com a consequente redução de custos) e o suporte de produtos por diferentes fabricantes (o que aumenta a diversidade de escolha e a flexibilidade das soluções)




Regras de Comunicação – Protocolos

» Numa arquitetura em camadas os sistemas que constituem a rede aparecem funcionalmente organizados e estruturados em camadas – uma camada atravessa transversalmente todos os sistemas

» Uma camada é constituída por entidades (processos, recursos) responsáveis pela realização das funções específicas dessa camada

» Entidades de uma mesma camada (peer entities) residentes em sistemas diferentes cooperam para construir o serviço oferecido pela camada – o que requer a troca de mensagens de controlo e de sincronização, para além de mensagens que contêm dados (de camadas superiores)

» Esta comunicação pressupõe regras, isto é, um Protocolo

» Numa arquitetura em camadas, os Protocolos aparecem igualmente estruturados em camadas – a comunicação entre dois sistemas pode então ser decomposta e descrita com base na comunicação que ocorre em cada camada




Protocolos, Interfaces e Serviços

» Um Protocolo é um conjunto de regras de comunicação entre entidades residentes na mesma camada (peer entities), em sistemas diferentes; com excepção da camada protocolar mais baixa, esta comunicação (horizontal) é lógica (ou virtual), pois as entidades de uma camada comunicam usando o serviço da camada inferior (e este princípio é aplicado recursivamente).

» Um Protocolo contém três tipos de elementos:
– Sintaxe (formato dos dados, códigos, níveis de sinal, etc.);
– Semântica (conjunto de procedimentos e mecanismos suportados em informação de controlo);
– Temporizações (adaptação de velocidades, sincronização, etc.).

» Um serviço é disponibilizado através de uma interface e requer a interação
entre entidades residentes em camadas adjacentes no mesmo sistema; esta comunicação (vertical) corresponde ao fluxo real da informação no sistema.

» Uma arquitetura fica caraterizada pelo tipo de estruturação e pela definição das funções, dos protocolos e dos serviços de cada camada.




Fluxo de dados e comunicação protocolar

Tomando como referência um modelo em camadas (OSI), a figura ilustra o fluxo real dos dados na comunicação entre dois sistemas (através de um sistema intermédio) e a comunicação lógica entre entidades das várias camadas:






Serviço

» Entidades (N+1) comunicam por meio dum protocolo (N+1) usando o serviço disponibilizado pela camada (N) através da interface entre as camadas

» A forma como o serviço é realizado não é visível do exterior da camada

» Os serviços são usados recursivamente pelas várias camadas




Modelo de Referência – necessidade

» Os fabricantes de computadores desenvolveram arquiteturas próprias com o objectivo de permitir a ligação em rede dos seus sistemas
– embora baseadas em princípios e conceitos semelhantes caraterizavam-se por diferenças irreconciliáveis, no que se refere ao número de camadas, funções e protocolos de cada camada, tipo de controlo e serviços disponibilizados

» Por outro lado, começaram a implantar-se redes públicas de comunicação de dados, baseadas em diferentes tecnologias, protocolos de acesso e serviços

» Esta situação tornava os utilizadores muito dependentes das soluções de um único fabricante e tornava difícil explorar os serviços entretanto oferecidos pelos operadores de redes (em alternativa ao aluguer de circuitos)

» Alternativas a soluções específicas de cada fabricante (fechadas) exigiam
– recurso a redes públicas de dados, usando protocolos e interfaces (serviços) normalizados
– interligação de equipamentos de diferentes fabricantes usando protocolos universais

» Surgiu assim naturalmente a necessidade de um Modelo Arquitetónico de Referência – papel que veio a ser desempenhado pelo Modelo de Referência de Sistemas Abertos (Modelo OSI) desenvolvido pela ISO




Modelo de Referência OSI

» O Modelo de Referência de Sistemas Abertos (Open Systems Interconnection Reference Model) define regras gerais de interacção entre sistemas abertos, isto é, sistemas que obedecem a normas universais de comunicação (por oposição a sistemas fechados) e cujo comportamento externo está de acordo com o prescrito pelo modelo (princípio da visibilidade restrita)

» O Modelo OSI cria as bases para a especificação e aprovação de standards por organizações de normalização reconhecidas internacionalmente – embora os standards não façam parte do modelo

» O Modelo OSI define princípios, conceitos e relações entre componentes – é um modelo abstracto da descrição da comunicação entre sistemas (e não um modelo de implementação)

» O Modelo OSI é geral e flexível – embora definido no contexto das redes de computadores que se desenvolveram durante a década de 70, continua a ser usado como modelo de descrição de redes e serviços que se desenvolveram desde então




Modelo de Referência OSI

» O Modelo OSI propõe uma organização funcional em sete camadas, de acordo com os seguintes princípios
– As funções são decompostas e organizadas em camadas
– Cada camada realiza um conjunto de funções relacionadas, suportadas num protocolo
– Cada camada fornece serviços à camada superior escondendo-lhe os detalhes de implementação
– Cada camada usa serviços da camada inferior
– Mudanças internas numa camada não implicam mudanças nas outras camadas

» O Modelo OSI não se pode reduzir a esta visão simplificada de sete camadas protocolares – pois inclui um conjunto extremamente rico de conceitos e princípios, nomeadamente
– Princípios de estruturação em camadas
– Modelo e Tipos de Serviço
– Descrição das Funções a suportar pelos Protocolos das diferentes camadas
– Princípios de Endereçamento




Camadas OSI






Comunicação em ambiente OSI

A comunicação entre uma Aplicação X e uma Aplicação Y em sistemas diferentes pode ser descrita pela seguinte sequência

» Para comunicar com a Aplicação Y, a Aplicação X usa os serviços da camada 7

» As entidades da camada 7 de X comunicam com as entidades da camada 7 de Y usando um protocolo da camada 7

» O protocolo da camada 7 usa os serviços da camada 6

» … e assim sucessivamente

 




Camadas OSI (1-7)

♦ Física
» Características mecânicas, eléctricas e funcionais da interface física entre sistemas (conectores, níveis de sinal, códigos de transmissão, sincronização, etc.)
» Exemplos: RS-232, V.24, X.21

♦ Ligação de dados
» Estabelecimento, manutenção e terminação de uma ligação de dados
» Encapsulamento de dados em tramas para transmissão
» Controlo de Fluxo e Controlo de Erros (no caso de ligação fiável)
» Exemplos: HDLC, LAPB (X.25), LAPD (Canal D / RDIS), LAPF (Frame Relay), PPP (IP), LLC (LANs)

♦ Rede
» Transferência de informação (multiplexagem e comutação) entre nós da rede
» Encaminhamento de pacotes através da rede
» Serviço independente da tecnologia e dos serviços nativos de subredes físicas
» Exemplos: X.25, IP (internetworking)

 ♦ Transporte
» Transferência de informação extremo a extremo entre equipamentos terminais
» Serviço independente do serviço de Rede (ou dos serviços nativos de subredes)
» Adaptação ao serviço de Rede (fragmentação, multiplexagem de fluxos de dados)
» Eventualmente Controlo de Erro (serviço fiável) e Controlo de Fluxo
» Exemplos: TCP (fiável), UDP (não fiável)

♦ Sessão
» Controlo do diálogo entre processos e mecanismos de sincronização

♦ Apresentação
» Representação de informação (formatos, códigos) independente do conteúdo
» Resolução de diferenças sintáticas e negociação da sintaxe de transferência

♦ Aplicação
» Criação do ambiente para comunicação entre aplicações (aspectos semânticos)
» Aplicações genéricas (transferência de ficheiros, correio electrónico, etc.)
» Funções de gestão




Protocolos em ambiente OSI






Modelo de Serviço

» Um serviço é definido de forma abstrata como um conjunto de capacidades disponibilizadas por uma camada (fornecedora do serviço) à camada adjacente superior (utilizadora do serviço)

– a descrição do serviço inclui apenas os aspectos semânticos do serviço e não a
forma como é realizado

» Um serviço é descrito por um conjunto de atributos e a sua descrição inclui
– a interacção através da interface
– os dados associados à interação
– a relação entre eventuais interações nos vários sistemas envolvidos no serviço

» A interação entre Utilizadores e Fornecedores de um serviço é descrita por meio de Primitivas de Serviço (operações elementares e indivisíveis) que
– indicam uma acção (realizada ou a realizar) ou o seu resultado
– fornecem parâmetros (endereços, Qualidade de Serviço, controlo de fluxo, negociação de facilidades, etc.)




Primitivas de Serviço

Request (Pedido)
» Invocada pelo utilizador do serviço
» Invoca um serviço (ação, procedimento) especificado por meio de parâmetros

Indication (Indicação)
» Invocada pelo fornecedor do serviço
» Indica que um serviço foi invocado pelo utilizador remoto (peer) ou notifica o
utilizador de um acontecimento ou de uma acção iniciada pelo fornecedor do serviço

Response (Resposta)
» Invocada pelo utilizador do serviço
» Resposta a uma Primitiva Indication

Confirmation (Confirmação)
» Invocada pelo fornecedor do serviço
» Indica que foi accionado ou se completou um serviço invocado pelo utilizador (Request)

 




Pontos de Acesso ao Serviço (SAPs)

» Os serviços da camada N são oferecidos a Entidades (N+1) em Pontos de Acesso ao Serviço – (N)-SAPs (Service Access Points)

» Um (N)-SAP constitui a interface lógica entre Entidades (N) e (N+1)
– um (N)-SAP é servido por uma e uma só Entidade (N) e é usado por uma e uma só Entidade (N+1)
– uma Entidade (N) pode servir vários (N)-SAPs e uma Entidade (N+1) pode usar vários (N)-SAPs

» Um (N)-SAP é identificado por um endereço-(N) – (N)-address – que o identifica univocamente na interface entre as camadas (N) e (N+1)




Tipos de Serviço

» O modelo OSI define dois tipos de serviço
– Serviços orientados à conexão (CO – Connection Oriented)
– Serviços sem conexão (CL – Connectionless)

» Uma conexão-(N) – (N)-connection – é um associação estabelecida pela camada (N) para a transferência de dados entre duas ou mais Entidades (N+1); uma conexão pode ser descrita como uma associação lógica entre (N)-SAPs

» Um conexão-(N) é estabelecida, mantida e terminada por meio de um
protocolo da camada (N)
– a conexão tem um identificador único atribuído, que tem de estar presente nas mensagens trocadas pelas entidades protocolares da camada
– uma conexão é terminada localmente num SAP – essa terminação designa-se por Connection End Point (CEP); várias conexões podem terminar no mesmo SAP
– uma conexão é univocamente identificada na interface entre camadas por um par de identificadores (SAPI, CEPI)




Modelo OSI – Protocolos e Serviços










Funções Protocolares

As Funções a realizar pelos Protocolos são naturalmente diferentes de camada para camada, podendo no entanto haver funções idênticas realizadas em mais do que uma camada, embora em contextos e com objetivos diferentes

Funções típicas
» Encapsulamento de dados
» Segmentação e reassemblagem de dados
» Controlo de ligações (conexões)
» Entrega ordenada de dados
» Controlo de fluxo
» Controlo de erros
» Endereçamento
» Multiplexagem




Unidades de Dados

» As unidades de dados transferidas através da interface entre a camada (N+1) e a camada (N) designam-se por Unidades de Dados de Serviço-(N) e estão relacionadas com as necessidades dos utilizadores do serviço

(N)-SDU – Service Data Unit

» As unidades de dados trocadas entre entidades protocolares na camada (N) designam-se por Unidades Protocolares de Dados-(N) e estão relacionadas com a operação do protocolo

(N)-PDU – Protocol Data Unit

» No caso mais simples a um (N)-SDU corresponde um (N)-PDU – o protocolo da camada (N) forma um (N)-PDU encapsulando o (N)-SDU com informação adicional, que pode incluir
– informação de controlo do protocolo (PCI – Protocol Control Information)
– endereços (ou outros identificadores)
– código para detecção de erros




Encapsulamento






Segmentação e Reassemblagem

» Uma camada protocolar pode ter necessidade de fragmentar (segmentar) as unidades de dados (SDUs) recebidas da camada superior, transportando-as, após encapsulamento, em vários PDUs

» Para ser possível reconstituir no destino as unidades de dados iniciais (SDUs) é necessário que a informação de controlo (PCI) acrescentada pelo protocolo permita relacionar os segmentos (por exemplo, por meio de números de sequência e indicação do último segmento)

» Razões para segmentar
– Controlo de erro mais eficiente
– Acessos mais equilibrados à rede
– Atrasos menores na rede
– Buffers mais pequenos nos nós da rede

» Desvantagens
– Overheads adicionais (maior número de PDUs e mais informação de controlo por PDU)
– Mais interrupções nos processadores (tipicamente uma por segmento)
– Tempos de processamento superiores (funções adicionais a realizar)




Segmentação e Reassemblagem






Modos de operação dos protocolos

A comunicação entre entidades protocolares na mesma camada pode ser realizada de dois modos

» Não-orientado à conexão (connectionless) – as unidades de dados (PDUs) são transportadas de forma independente, sem necessidade de estabelecimento prévio de qualquer associação lógica (conexão) entre as entidades protocolares

» Orientado à conexão (connection oriented) – a transferência de unidades de dados (PDUs) só é possível após o estabelecimento de uma conexão entre as entidades protocolares

– Uma conexão (N) é estabelecida pelo protocolo da camada (N), usando PDUs de controlo (Connection Request), após invocação de uma Primitiva de Serviço do tipo (N)-Connect Request por uma entidade da camada (N+1)

– Fases de uma conexão: estabelecimento, transferência de dados, terminação




Fases de uma conexão






Ordenação de PDUs, Controlo de Fluxo e de Erros

» Ordenação de PDUs
– Protocolos orientados à conexão garantem que os PDUs chegam ordenados ao destino
– Se os PDUs seguirem trajectos diferentes na rede podem chegar ao destino desordenados, podendo ser reordenados, se necessário
– PDUs são numerados sequencialmente para se poder garantir a sua (re)ordenação

» Controlo de Fluxo
– Objectivo: limitar (controlar) o débito do emissor
– Pode ser realizado pelo recetor (e.g., window control) ou pelo emissor (e.g., rate control)
– Pode ser necessário em várias camadas protocolares (nó a nó ou extremo a extremo)

» Controlo de Erros
– Protecção contra perda ou corrupção de PDUs
– Implica deteção de erros e retransmissão de PDUs não aceites pelo recetor
– Pode ser necessário em várias camadas protocolares (nó a nó ou extremo a extremo)




Endereçamento

♦ Numa rede é necessário identificar não só os sistemas que a constituem (hosts, routers, etc.) mas igualmente entidades protocolares, aplicações, etc., o que requer diferentes tipos e níveis de identificação ou endereçamento

» Endereços de sistemas
– Normalmente trata-se de endereços lógicos, definidos na camada de Rede
– Exemplos: endereços IP, endereços NSAP (Network Service Access Point)

» Endereços de interfaces a subredes (SNPA – Subnetwork Point of Attachment)
– Endereços físicos que identificam pontos de acesso a uma subrede (interface física)
– Exemplos: endereços MAC (LANs), endereços X.25

» Identificadores de processos / aplicações
– Identificadores internos, normalmente concatenados com um endereço do sistema
– Exemplos: porta TCP, TSAP (Transport Service Access Point)

» Identificadores de conexão
– Em protocolos orientados à conexão, evitam a necessidade de usar endereços nos PDUs
– Exemplos: identificadores de ligação de dados ou de circuito virtual

♦ Modos de endereçamento
» Unicast, multicast, broadcast




Exemplo de Endereços






Multiplexagem

♦ Um protocolo orientado à conexão pode suportar múltiplas conexões simultâneas

♦ Um serviço de uma camada (CO ou CL) suporta-se num serviço da camada adjacente inferior (CO ou CL), sendo possíveis as quatro combinações

» CO / CO – exemplo: Circuito Virtual X.25 sobre Ligação de Dados LAPB
» CO / CL – exemplo: TCP sobre IP
» CL / CL – exemplos: IP sobre serviço LAN (MAC); UDP sobre IP
» CL / CO – exemplo: IP sobre ATM; IP sobre Frame Relay

♦ No caso de um serviço CO construído sobre um serviço CO é possível a
multiplexagem de conexões entre níveis

» Um para um
» Multiplexagem ascendente – múltiplas conexões numa camada partilham uma conexão na camada inferior
» Multiplexagem descendente (Inverse Multiplexing ou splitting) – uma conexão numa camada é construída sobre múltiplas conexões na camada inferior




Arquitetura Protocolar TCP/IP

♦ Arquitetura dominante
» Desenvolvida inicialmente no âmbito da ARPANET, que começou por ser uma rede experimental financiada pelo Departamento de Defesa dos EUA, e que ligava universidades e centros de investigação
» Os protocolos da família TCP/IP foram especificados e implementados antes da maior parte dos protocolos baseados no modelo OSI
» Um grande número de serviços e aplicações disponíveis actualmente usam
TCP/IP

♦ Princípios
» As funções de comunicação são estruturadas em módulos
» Entidades comunicam com entidades homólogas (peer) noutros sistemas
» Num sistema uma entidade
– Usa serviços de outras entidades
– Fornece serviços a outras entidades
– Serviços podem ser fornecidos a camadas não adjacentes (ao contrário do modelo OSI)




Arquitectura Protocolar TCP/IP

» Aplicação – serviços de utilizador
– Comunicação entre processos ou aplicações
– Modelo cliente-servidor
– HTTP, FTP, telnet

» Transporte (TCP/UDP)
– Transmissão de mensagens extremo a extremo
– Independente do serviço de sub(redes) físicas
– Pode incluir transferência fiável (TCP)

» Internet (IP)
– Encaminhamento através de múltiplas (sub)redes interligadas (internetworking)
– Implementado em computadores (hosts) e nós intermédios (routers)

» Acesso a uma rede (subrede)
– Acesso a uma (sub)rede e comunicação entre estações (hosts / routers) ligadas à mesma (sub)rede física

» Físico
– Características eléctricas e mecânicas do acesso à (sub)rede (níveis de sinal, débitos de transmissão,
conectores, etc.)




Algumas Caraterísticas do TCP/IP





















♦ O IP (Internet Protocol) é implementado em todos os computadores e routers
♦ Cada computador tem um endereço IP único em cada subrede a que pertence
♦ Cada processo num computador tem um endereço único (porta)







OSI vs TCP/IP






Família de Protocolos TCP/IP





Fonte: FEUP
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28 anos de Computação Gráfica

Um projeto comparando e contrastando o primeiro "Tron", filme lançado em 1982, e a sua continuação, "Tron: Legacy" para visualizar o quão longe fomos com computação gráfica em 28 anos.

Nova versão de Ubuntu abraça conceito de cloud computing

O conceito de cloud computing está longe de ser estranho ao mundo do open source e das distribuições Linux, mas é uma das fortes apostas da nova versão de servidor do Ubuntu, a 9.10, que estará disponível para download gratuito no próximo dia 29 de Outubro.
Já era conhecido o objectivo da Canonical de ba
sear o Ubuntu Enterprise Cloud, o ambiente de cloud computing do seu sistema operativo para servidores, nas mesmas APIs da Amazon, o que ajuda a um ambiente aberto, enquanto outras empresas têm forçado a adopção de plataformas fechadas.
Com o Ubuntu Enterprise Cloud as empresas podem tirar partido das vantagens da computação em nuvem, como a gestão mais eficaz de recursos e a virtualização, implementando o cloud computing nas suas próprias máquinas e avançando com "nuvens privadas", explica a empresa sul-africana.
Nesta estratégia a Canonical conjuga diferentes tecnologias de cloud computing, como o projecto Eucalyptus, uma ferramenta de código aberto que permite que as empresas criem seus ambientes de cloud computing, no estilo do EC2 da Amazon, nos seus próprios data centers.
Para além do conceito de cloud computing, o "Karmic Koala" - nome por que é conhecido o Ubuntu 9.10 - adiciona também o suporte às bases de dados MySQL 5.1 e melhora o suporte a virtualização Xen e KVM.

Intel mostra ultrabook a meio caminho entre portátil e tablet

A Intel mostrou este fim de semana na China o protótipo de um ultrabook apresentado como Letexo, nome de código. Com uma aposta forte nesta área dos ultrabooks, a Intel tem centrado muitas das oportunidades para apontar tendências falando no conceito ou mostrando novidades à sua volta.

No caso do Letexo ainda se sabe pouco sobre configurações, mas já é certo que o equipamento integra a última versão do sistema operativo da Microsoft, com data de lançamento marcada para o final do ano, e um design que deu nas vistas no Intel Developer Forum.

Este híbrido pretende conseguir reunir a melhor da experiência de utilização de um tablet, com o melhor da experiência de utilização de um portátil. O ecrã deslizante pode mexer-se para revelar um teclado ou voltar a escondê-lo, se o utilizador preferir o contacto com a superfície tátil.

Sem data de lançamento conhecida ou acordos com fabricantes que garantam a sua produção (pelo menos conhecidos), o Letexo deverá ainda incluir portas USB e HDMI, para além de integrar a nova geração de processadores Ivy Bridge da fabricante.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

iMetroPorto – Aplicação oficial Metro do Porto para Android e iOS


Porto… cidade pioneira das inovações tecnológicas nos transportes públicos.
Depois de vos ter anunciado aqui a aplicação sobre os transportes públicos no Porto, em conversa com um amigo meu descobri esta outra aplicação que pode ser interessante para quem anda de Metro na Invicta.
Vamos então falar sobre a aplicação do Metro do Porto. Apresento-vos o iMetroPorto.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Google+ muda design e acrescenta funcionalidades

A Google anunciou hoje uma série de alterações ao serviço que insiste em não classificar como uma rede social embora em tudo se assemelhe a uma. Entre as modificações introduzidas estão alterações ao nível do design das páginas do Google+ e uma aposta ainda mais forte na integração deste com outros serviços da companhia.

O objetivo passa por "desenvolver uma experiência social no Google", escreve o vice-presidente da empresa, Vic Gundotra, numa mensagem publicada no blog oficial. "Uma das peças fundamentais desta camada social é o seu design", o que justifica a "versão mais funcional e flexível" hoje apresentada, acrescenta.